terça-feira, 22 de maio de 2012

iG fala com autor da última entrevista de John Lennon e Yoko Ono

O americano David Sheff lança livro em que detalha as conversas com o Beatle e sua mulher


Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |
Foto: DivulgaçãoLennon e Yoko Ono, no apartamento do edifício Dakota, em Nova York
Setembro de 1980. O americano David Sheff, um então jovem jornalista de apenas 24 anos, recebe a incumbência de entrevistar o mais célebre casal da arte pop ocidental: John Lennon e Yoko Ono.

O que Sheff não sabia é que suas pouco mais de vinte horas de gravações de entrevistas se tornariam o último relato de intimidade do ex-Beatle. Lennon morreu no dia 8 de dezembro, dois dias depois da entrevista ser publicada na Playboy americana. A íntegra do papo – realizado tanto no lendário edifício Dakota, em Nova York, como em estúdios e nos escritórios do casal – foi lançada em livro.

A primeira edição foi publicada nos Estados Unidos em 1982, intitulada "A entrevista da Playboy com John Lennon & Yoko Ono: O testamento final". Em 2000 uma nova edição foi lançada, com um novo prefácio. Mas permaneceu inédita no Brasil até agora, com o lançamento de “A última entrevista do casal John Lennon e Yoko Ono” (ed. Nova Fronteira).

De São Francisco, Califórnia, Sheff conversou com a reportagem do iG. Entre as curiosidades, o autor conta que só foi recebido por Lennon após consulta de seu mapa astral. Ele recorda que, no amplo apartamento do cantor, havia um sarcófago e inúmeras peças de arte. Tão envolvente quando a entrevista em si são as recordações que Sheff traz à tona dos dias que passou com o mítico casal.
Foto: ReproduçãoPreço de capa: R$ 39,90
iG: Como surgiu a oportunidade de entrevistar John Lennon e Yoko Ono?
DAVID SHEFF:
Antes preciso contar como cheguei na Playboy. Já havia escrito para várias revistas, como Rolling Stones, People, entre outras. Mas ainda não tinha publicado nada na Playboy. Enviei dezenas de artigos e ideias para o editor, mas ele nunca respondeu.. Estava visitando Nova York, moro em São Francisco, e decidi perseguir o cara mais uma vez. Sabe-se lá por que, quando liguei, ele concordou em me ver. Pediu desculpas por não responder antes, e me deu uma atribuição. John Belushi e Dan Aykroyd estavam fazendo o filme “Blues Brothers” e fui designado para entrevistá-los. Quando saí do escritório, o editor perguntou: “Por falar nisso, você acha que é capaz de chegar a John Lennon e Yoko Ono?”.

iG: E o que você respondeu?
DAVID SHEFF:
Não tinha ideia de como chegar a eles, mas disse que podia entrevistar, sim. Ninguém ouvia falar deles já por um longo tempo. Saí do escritório e comecei a tentar chegar a John e Yoko de todas as formas, o que na época parecia impossível. Escrevi cartas, fiz telefonemas e persegui todas as pistas que pude para tentar encontrá-los. Nada. Mas numa certa manhã, um homem ligou e disse que estava trabalhando para Yoko Ono.

iG: Foi quando lhe pediram seu mapa astral?
DAVID SHEFF:
Isso. Ele perguntou quando e onde eu nasci. Respondi e ele desligou. Não fazia sentido, e por isso eu não esperava nada mais. No entanto, no dia seguinte o telefone tocou. Yoko no telefone! Baseado em minhas cartas astrológicas e numerológicas, fui aprovado, pelo menos para conhecê-la. Conforme as instruções, voei para Nova York e fui para o prédio Dakota, onde conheci Yoko pela primeira vez. A entrevista começou na manhã seguinte, na casa deles.

iG: O que mais o impressionou naquela casa?
DAVID SHEFF:
O apartamento era enorme e surpreendentemente bonito. Lembro que havia quadros de Andy Warhol do tamanho da parede pendurados no saguão de entrada. Um sarcófago envolto em vidro estava no meio da sala de estar. Pelos cantos, havia exemplos de peças de arte de Yoko. Tudo no quarto era branco, a janela dava para o Central Park West. Tudo, tudo branco puro. Sofá, tapete, lâmpadas, esculturas e o famoso piano em que Lennon compôs "Imagine".


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iG: Você escreve no livro que John Lennon o recebeu na porta cantando. Como foi a recepção?
DAVID SHEFF
: John cantarolou algo da melodia de "Eleanor Rigby". Falou algo como "Aqui está David Sheff! Venha fazer perguntas para obter respostas que ninguém mais vai ouvir”. Ele foi gentil e encantador.

iG: Quem gostava mais de papo: John Lennon ou Yoko Ono?
DAVID SHEFF:
Yoko era protetora de John, mas ela não era antipática durante nossos encontros. Era engraçada, brincava com John o tempo todo, ele ria e brincava com ela... Me pareceu que havia ali muito carinho. Rapidamente entendi aquele relacionamento.

iG: Muitos acusam Yoko de querer Lennon só para ela...
DAVID SHEFF:
Yoko era incrivelmente sábia. John dizia que queria que as pessoas soubessem que Yoko era sua professora, e ele o estudante. Ao longo dos anos fiquei amigo dela e entendi o lado de Yoko que a maioria das pessoas não vê. Ela era incrivelmente interessante, amiga calorosa e fiel.

iG: Segundo seu livro, as últimas palavras registradas na entrevista foram: “Quem sabe o que vai acontecer?”. O que ele queria dizer com isso?
DAVID SHEFF:
Nós estávamos falando sobre o título de seu novo álbum, “Double Fantasy”. John disse: “Este pode não ser o título...”. E completou: “Alguma coisa pode mudar. Mudamos o tempo todo. Posso estar agora num novo estúdio ou no meio do oceano. Quem sabe o que vai acontecer?” Estas foram suas últimas palavras gravadas nas fitas da entrevista.


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iG: Como foi seu último encontro com John Lennon?
DAVID SHEFF:
Eu o encontrei para a última sessão de entrevista no dia 28 de setembro de 1980 e, depois disso, falei com ele uma vez mais por telefone.

iG: Deu tempo de ele ler a publicação antes de morrer?
DAVID SHEFF:
Sim. No dia 7 de dezembro Yoko me ligou dizendo que estava muito satisfeita com a entrevista, publicada no dia anterior. Ela disse que John também estava satisfeito e animado. No dia seguinte, John foi embora.

iG: Você ainda se emociona ao lembrar daquele dia?
DAVID SHEFF:
É tão triste... Sempre que penso em John, quando ouço uma música, quando me lembro de estar com ele no chão de mármore do escritório de Yoko ou no estúdio de gravação, quando eu penso em sua família deixada para trás...

iG: No fim da contas, quem era John Lennon?
DAVID SHEFF:
Ele era um artista que se revelou puro e um homem que levava uma mensagem de paz, a paz mundial e a paz pessoal. E ainda assim foi brutalmente assassinado. Ele disse que nunca saberia conviver com isso, com o fato de pacifistas morrerem violentamente. Acho que eu também não posso.
Foto: Divulgação
David Sheff
fonte: IG CULTURA

sábado, 3 de março de 2012

A síndrome da boazinha

Livro discute compulsão por agradar e porque as mulheres são as vítimas mais freqüentes dessa forma de autosabotagem


Verônica Mambrini, iG São Paulo | 03/03/2012 07:00



Foto: Thinkstock / Getty Images Ampliar
A mania de agradar esconde muitas vezes insegurança e medos


Falta tempo na sua vida? Volta e meia você se pega em meio a situações desagradáveis, tarefas chatas e favores que não queria fazer? Você pode estar sofrendo da Síndrome da Boazinha. O termo foi cunhado pela PhD em psicologia, Harriet B. Braiker, em livro homônimo e se refere à compulsão por agradar.

Mas o que pode existir de errado em querer agradar?

"Como agradadora compulsiva", explica a doutora Braiker, "seus botões de sintonia emocional estão embaralhados na frequência do que você acredita que os outros querem ou desejam de você". A consequência lógica de estar sempre com foco no desejo do outro é que você acaba não ouvindo sua própria voz interior "que pode estar tentando protegê-la de se desgastar demais ou de agir contra seus próprios interesses".

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A compulsão de agradar afeta a forma como você pensa, sente e age no mundo. Em função disso, a autora do livro 'Síndrome da Boazinha'  traça três perfis diferentes de 'agradadoras' motivadas por: pensamentos distorcidos, opressivos e derrotistas, que nascem da ideia de que todos precisam gostar de você; comportamentos compulsivos que fazem com que você sempre busque satisfazer as necessidades dos outros antes das suas, na ânsia de obter a aprovação de todos; e, finalmente, a tentativa de fugir de sentimentos negativos ou assustadores e evitar a ansiedade, muitas vezes no limite do suportável, que a menor ameaça de conflito gera em você.

Para a psicóloga Margareth dos Reis, um dos motivos da compulsão por agradar é o medo da avaliação externa. “A pessoa busca reconhecimento e aprovação, e sofre com o receio de ser responsável pelo que o outro pensa”, afirma a psicóloga.

É como se ela achasse que fazendo tudo para agradar o outro, conseguiria evitar reações negativas. “É normal ter desejo de ser aprovada, assim como ter medo de ser rejeitada. Mas viver em função disso não é bom.”

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Em “A Síndrome da Boazinha”, Harriet Braiker sugere um programa de 21 dias para se livrar da necessidade de aprovação, que inclui exercícios e estratégias para .aprender a lidar com convites, pedidos e exigências.


A primeira tarefa é lidar com a capacidade de dizer 'não'.

O problema de não saber dizer “não” vai além defazer você sentir-se permanentemente sobrecarregada. “É sintoma de um sentimento de insegurança diante da vida e até de falta de um repertório para se posicionar”, afirma a psicóloga. Geralmente, a pessoa não está bem sintonizada com suas próprias necessidades. “Ela só sabe dizer ‘não’ para si mesma.

Para quebrar esse círculo vicioso, a especialista sugere pequenos passos, como escolher determinada situação e expor um ponto de vista contrário ao de um interlocutor qualquer, mesmo que isso gere uma situação emocionalmente desconfortável. “Nem sempre a gente recebe aprovação o tempo todo e de todo mundo, faz parte da vida. O que pode nos confortar é a segurança de estarmos fazendo a melhor escolha possível em cada momento”, afirma Margareth.


Para o filósofo Luiz Felipe Pondé, a mania de agradar é um problema de nosso tempo.

“A gente vive um contrato social em que todo mundo tem que fingir que ama todo mundo, e que todo mundo acha todo mundo legal”, afirma. “Na vida em sociedade tem-se que hipotecar um monte de coisas, inclusive essa negatividade que faz parte do ser humano.”

Embora admita que o "não", ou a atitude de não sentir-se compelido a agradar, possa causar algum prejuízo prático, ele acha que é uma postura que vale a pena no longo prazo. “Suspeito que o ‘não’ pode tornar a pessoa mais desejada, em vários sentidos”.

Dizer “sim” o tempo inteiro é uma espécie de “prisão a céu aberto” para o filósofo. “Uma mulher que faz isso se dá menos valor. O desespero e a ilusão de que vai conseguir ser feliz é tão grande que muitas mulher aceitam esse comportamento”.

Ele critica também essa ilusão de felicidade a partir da ausência de conflito.

“As pessoas fazem um esforço neurótico para evitar os pequenos desgostos e frustrações, mas não tem saída. O universo é um grande 'não' na sua cara, é o contrário da autoajuda.”

Leia também: O que a sua mão diz sobre você
Você é louco pelo quê?
Dossiê-etiqueta: saia-se com classe em todas as situações

domingo, 29 de janeiro de 2012

Livro conta detalhes sobre vida amorosa de muçulmanas dos EUA

"Love, InshAllah" reúne 24 histórias sobre paquera, namoro e sexo contadas por mulheres muçulmanas

The New York Times | 29/01/2012 08:00

 
Zahra Noorbakhsh tinha 14 anos quando sua mãe, uma imigrante iraniana, descobriu que estava desafiando a proibição de sua família ao andar com meninos: um deles a acompanhou ao cinema, junto com quatro amigas.

Por isso, a conversa sobre sexo que teria esperado até sua noite de núpcias caso ainda morasse na cidade santa de Qom, aconteceu no estacionamento de um shopping em Danville, na Califórnia.

"Zahra, você tem um buraco", sua mãe começou. "Para o resto de sua vida, os homens vão querer colocar seu pênis em seu buraco. Não importa quem você é, como você é ou quem é seu amigo".

A jovem Zahra saiu do carro pensando: "Eu tenho o quê? Um buraco? Será que foi algo que comentaram no dia que faltei na aula de educação sexual?”

Infográfico: Saiba mais sobre as mulheres no mundo árabe e muçulmano


Foto: NYT
Ayesha Mattu, uma das editoras do livro "Love, InshAllah", que conta a vida de muçulmanas americanas, posa para foto em sua casa em São Franisco (21/01)


Esse tipo de conversa é contada em uma nova antologia de ensaios sobre paquera, namoro e sexo publicada nesta semana sob o título "Love, Inshallah: The Secret Love Lives of American Muslim Women" (Amor, se Alá quiser: A Vida Amorosa Secreta da Mulher Muçulmana Americana, em tradução livre).

As duas editoras, Ayesha Mattu e Nura Maznavi, quiseram criar um livro que desmentisse o estereótipo de que as mulheres muçulmanas não têm voz e são oprimidas. Elas reuniram 24 relatos de vidas privadas que expõem um grupo em muitos casos explicitamente encoberto. Eles ilustram como as americanas muçulmanas lidam com questões comuns.

"Inshallah", a palavra árabe para a expressão "Se Deus Quiser", foi colocada no título porque "capta a ideia de que todo mundo está procurando por amor", disse Maznavi.

A antologia faz parte de uma série de livros publicados nos últimos dois anos por mulheres muçulmanas americanas falando sobre suas vidas.

Leia também: Revolução é apenas o começo para mulheres do Egito

"A imagem que as pessoas têm é de que somos submissas e que nos dão em casamento para homens velhos e barbudos", disse Mattu, 39, consultora de desenvolvimento internacional, "quando a verdade é que a maioria das mulheres americanas muçulmanas são criativas, engraçadas, inteligentes e opinativas."

Desde os ataques de 11 de Setembro de 2001, os muçulmanos americanos estão em conflito sobre ficar calados ou convencer os outros americanos de que não são tão diferentes assim. Controvérsias aparecem até mesmo por causa de um simples programa de televisão como o "All-American Muslim" (Muçulmanos Completamente Americanos, em tradução livre), que contou com a participação de cinco famílias muçulmanas que vivem em Dearborn, Michigan, e as retratou de maneira que os americanos pudessem entender e ver como qualquer outra família.

Até mesmo as editoras deste livro, ambas americanas e filhas de imigrantes, tiveram problemas para combater a tendência da sociedade em considerar todos os muçulmanos extremistas. Elas tiveram que lutar contra uma proibição cultural que impede o ato de descrever a vida privada em público. "Não existe espaço dentro da comunidade muçulmana americana para que as mulheres possam falar sobre suas vidas amorosas", disse Maznavi, 33, uma advogada de direitos civis.

Foi muito difícil conseguir publicar o livro. As mulheres consideraram a ideia cinco anos atrás quando tomavam um café em São Francisco e discutiam de maneira brincalhona como seria uma comédia romântica muçulmana. Seu agente não foi adiante com a proposta, pois muitas editoras sentiram que o livro não se encaixava em uma categoria específica como religião, didático ou romance.

Então elas esperaram até o Pitchapalooza 2010, um evento anual que faz parte do festival literário de Litquake da cidade, onde escritores tem alguns minutos para expor a ideia de seu livro a um painel de especialistas da indústria.

Na noite em que elas participaram mais de 50 autores apareceram, e como não havia espaço para que todos pudessem expor suas ideias, nomes foram sorteados de um chapéu. As duas mulheres presenciaram cerca de 15 autores expondo suas ideias antes que o nome de Maznavi fosse sorteado.

Por estar nervosa, Maznavi acabou improvisando. O público foi à loucura e alguns homens se aproximaram dizendo coisas como: "Não sabia que era permitido tocar em você."

Elas conseguiram novos agentes naquela noite e no mês seguinte tinham um contrato com a Soft Skull Press, uma pequena editora de Berkeley, na Califórnia.

Elas solicitaram histórias do país inteiro, principalmente através do Facebook e do Twitter, e tiveram que selecionar os 24 relatos que melhor representam as mulheres que têm origens da África Oriental e ao Oriente Médio, bem como uma mistura de idades, profissões e orientações sexuais.

Algumas experiências falam de questões que vão além das preocupações das muçulmanas americanas, como a mulher que descobre que seu amor de longa data já tem uma filha ou a mulher que decide revelar sua orientação sexual para pais, apenas para descobrir que eles estavam lendo seu blog há anos.

Mas muitas questões lidam com assuntos específicos de sua religião, como o que fazer quando o seu namorado decide lhe fazer uma surpresa ao lhe dar uma garrafa de champanhe de presente e você precisa explicar que os muçulmanos não podem beber álcool. Mesmo em famílias que não seguem a questão do casamento ao pé da letra, muitas mulheres têm problemas para lidar com relações sexuais antes do casamento.

Uma judia convertida ao Islã detalhou a dor que sentiu ao se afastar de seu pai por sua opção religiosa, enquanto outra falou com entusiasmo sobre a experiência de ingressar em uma família poligâmica.

Angela Collins Telles, 36, outra convertida ao Islã, descreveu a inacreditável maneira como superou todas as barreiras do destino para poder encontrar seu marido brasileiro, incluindo seu comportamento anti-islâmico, que começou com um primeiro encontro ao acaso em um bar e seguiu para outro em um quarto de hotel que durou a noite toda.

"Sei que minha história não vai ser bem vista pelas pessoas que eu conheço, mas não me importo", disse Collins Telles, ex-diretora de uma escola primária, principalmente agora que seu marido também se converteu e eles têm dois filhos pequenos.

A coleção inclui apenas um conto verdadeiramente triste, o de uma mulher que descreveu a perda de seu noivo italiano porque ele condenou sua fé, dizendo que todos os muçulmanos são terroristas. Ela já havia largado o emprego em Nova York e estava pronta para se mudar para a Europa quando teve a discussão com seu noivo.

"Tive uma experiência muito ruim e que deixou cicatrizes", disse a mulher, que escreveu sob o nome de Leila N. Khan. "Sempre existe esse medo de que irão lhe dizer: 'Eu te avisei, você não deveria ter ido contra a sua própria fé'."

As experiências difíceis foram as mais complicadas de serem escritas, pois, segundo as editoras, poderiam servir de munição para as pessoas que retratam todos os muçulmanos como antiamericanos.

"É ainda mais difícil para as mulheres muçulmanas, porque queremos reclamar dos nossos homens sem que as pessoas em nossa volta digam: 'Olha lá, eu sabia que eles eram todos terroristas loucos'", disse Noorbakhsh, uma comediante de 31 anos, que além de descrever suas aulas de educação sexual também conta em detalhes sua experiência de perder a virgindade na faculdade. "Você se coloca em uma posição na qual fica vulnerável para que as pessoas utilizem o que você disse para atacar sua comunidade. Por isso que, normalmente, ficamos sem dizer nada.”

Por Neil Macfarquhar

FONTE: IG ÚLTIMO SEGUNDO

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

LIVROS PARA VOCÊ LER SE QUISER FICAR RICO.

Livros que você deve ler para ficar rico


João Paulo Nucci, especial para o iG

O iG fez uma seleção de 12 obras que ensinam a atingir o sonho de se tornar milionário
Confira as dicas sobre os livros que ensinam como atingir a meta de ter R$ 1 milhão na conta bancária.

acesse o link a seguir e confira:

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Eles vieram de famílias de classe média baixa e hoje têm R$ 1 milhão no banco

Veja as dicas dos especialistas para chegar a R$ 1 milhão na conta bancária


FONTE: IG NOTÍCIAS

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

BIOGRAFIA DE DILMA ROUSSEFF SERÁ LANÇADA NO RIO, DIA 15

A obra é intitulada “A vida quer é coragem” e será lançada pela Editora Primeira Pessoa.


O jornalista Ricardo Amaral lança no próximo dia 15 o livro sobre a trajetória da presidenta Dilma Rousseff.




Com passagens por diversos jornais e revistas, Ricardo Amaral foi assessor da Casa Civil e participou da campanha de Dilma à Presidência.

O lançamento acontece na Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

'Um Dia': livro comovente é transformado em comédia romântica capenga

Fenômeno literário é levado ao cinema com Anne Hathaway no elenco

Thiago Ney, iG São Paulo | 01/12/2011 18:31

Enquanto "Um Dia", o livro, é comovente e deliciosamente agridoce, "Um Dia", o filme, é uma comédia romântica despretensiosa e decepcionante.

Esse resultado é até surpreendente, já que "Um Dia" foi pensado para o cinema antes mesmo de ter sido publicado.

Foto: Divulgação
Anne Hathaway em "Um Dia"
Escrito pelo inglês David Nicholls, "Um Dia" chegou às lojas do Reino Unido em 2009 e tornou-se um relativo fenômeno literário: vendeu mais de 1 milhão de exemplares (entre papel e digital) e foi traduzido para 40 línguas.
Autor de outros dois romances anteriores, Nicholls vendeu os direitos de "Um Dia" para o cinema em 2008. O filme é resultado da união entre a Random House Films (divisão para cinema da editora Random House) e a Focus Features (produtora de cinema).
Com o manuscrito da obra em mãos, a Random House Films bancou a produção do longa e o levou à diretora dinamarquesa Lone Scherfig (a mesma de "Educação", de 2009). Segundo a RHF, o filme custou "menos de US$ 20 milhões" para ser feito. Anne Hathaway e Jim Sturgess (de "Across the Universe") interpretam o casal protagonista.
Hathaway é Emma Morley, estudante que em 15 de julho de 1988, formatura da faculdade, dorme com o colega Dexter Mayhew. Passam o dia seguinte juntos - e a relação entre os dois começa ali.


Foto: Divulgação Ampliar
Anne Hathaway e Jim Sturgess em "Um Dia"

Os dois se afastam, trocam cartas, se encontram, se desencontram - e o ponto de partida é sempre o dia 15 de julho de cada ano, por duas décadas.




Dos 20 capítulos do livro (um para cada ano), menos de dez são realmente apresentados pelo filme - o longa tem 1h47min; o livro, 416 páginas.

São limadas partes importantes, como as cartas que Dexter manda para Emma quando está em viagem; a relação entre Emma e seu chefe no restaurante mexicano no qual ela trabalha como garçonete; os conflitos entre Dexter e seus pais.

"Sabia que teríamos de perder passagens que eu adorava, e que elementos inteiros do livro não funcionariam na tela", justificou Nicholls em entrevista - ele escreveu o roteiro da adaptação.

O problema é que foram perdidos não apenas momentos inteiros, mas sutilezas que, bem amarradas, ajudam o livro a ganhar força. Uma história de amor e de amizade em que se entrelaçam humor, solidão, medo, desconforto e esperança é transformada em uma comédia romântica simplória, capenga.

Se você ainda não leu "Um Dia", evite assistir a este filme - provavelmente vai fazer você perder a vontade de encarar o livro. Se você já leu "Um Dia", talvez valha a pena ver o filme - para comprovar como o livro é bem escrito e emocionante.
 
FONTE: IG CULTURA

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

LIVROS SOBRE EDUCAÇÃO FINANCEIRA - PARTE 3 DE 3

LIVRO 3: Terapia Financeira -  Reinaldo Domingos





O livro escrito por Reinaldo Domingos tem uma leitura fácil e rápida. Direcionado àqueles com dificuldades financeiras, apresenta um método criado pelo próprio autor denominado DiSOP, termo utilizado para abreviar quatro palavras (e fases): Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar.

O autor conseguiu sintetizar bem os passos necessários para superar um período de dificuldade financeira, chegando ao final, inclusive a poupar. De devedor a poupador em 4 fases. A metodologia é simples, porém eficaz, inclusive com o dinheiro de volta caso você não fique satisfeito com o livro.

Na primeira parte, diagnosticar, o autor ensina como identificar para onde o dinheiro está indo, quais são os gastos, qual seu padrão de vida. Ele começa com o subtítulo de "Descubra suas fragilidades em relação ao dinheiro". O diferencial aqui é que para a definição do padrão de vida, ele retira obrigatoriamente 10% como forma de retenção. Ou seja, você deve aprender a viver com apenas 90% de sua renda líquida. Somente depois de você identificar exatamente onde você está gastando seu dinheiro e qual seu padrão de vida possível, é possível passar para os próximos passos.

Sonhar: eis o segundo passo rumo a independência financeira, de acordo com o autor. Partindo da premissa de que o ser humano é movido por desejos, sonhar é a mola propulsora da vida.Assim, você deve ser capaz de realizar seus sonhos, adquirir aquilo que tem vontade, do contrario, você não será feliz e muito menos conseguirá manter seu equilíbrio financeiro. Em um determinado momento, você terá uma atitude compulsiva e se endividará. Por isto, se planejar para realizar seu sonho é fundamental. Além daqueles 10% de retenção, você deve separar uma quantia factível para a realização de seu sonho dentro de um prazo que não inviabilize manter sua situação financeira equilibrada. O carro ou a casa financiada também deve ser deduzida da renda liquida. Ao final, você terá o dinheiro para adequação do seu padrão de vida.

Em seguida, vem a fase de Orçar. Levantar suas dividas, seus compromissos, analisar os gastos identificados na primeira fase e se planejar para atingir o equilíbrio financeiro. Você deve adotar uma estratégia para saldar as dividas, calculando um montante que você pode separar de sua renda mensal liquida para arcar com as dividas. Então, você poderá entrar em contato com os credores tentando negociar as dividas e fazendo com que elas caibam no orçamento. Eles têm interesse em receber e você quer pagar. O autor sugere ainda, que talvez você possa utilizar a parcela destinada ao seu sonho, para arcar com as dividas, desde que este seja realmente seu sonho.

Por fim, poupar. O desejo da maioria da população e que de fato poucos conseguem. Aqueles 10% utilizados como retenção e não explicados inicialmente são a "semente de sua independência financeira". O autor apresenta alguns conceitos sobre juros, poupança, previdência privada, a importância de comprar melhor, uso de cartão de crédito, outras opções de investimento de curto, médio e longo prazo para perfis diferentes de investidores.

Como conclusão, o autor traz palavras de motivação e um quadro resumo da metodologia DiSOP com as principais idéias para Diagnosticar, sonhar, orçar e poupar. Ele termina o livro com a frase, "E acredite: VOCÊ PODE!". Isto me lembrou o slogan da campanha de Barack Obama. Nada mais verdadeiro em se tratando de conseguir a independência financeira. Não importa o quanto você ganha, mas muito mais de como você administra seu dinheiro. Neste caso, o poder está em nossas mãos. YES, WE CAN.